Mostrando postagens com marcador Resposta. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Resposta. Mostrar todas as postagens

24 de fevereiro de 2014

Uma crítica à crítica

Final de 2013, como se não bastasse a agitação típica de fim de ano, junte a isso o stress das apresentações de monografias, e a ansiedade das últimas semanas para o fim de quatro anos de curso. Foi nesse clima tenso que uma polêmica mobilizou toda a comunidade acadêmica, e só foi solucionada graças à capacidade conciliadora do diálogo. Sem entrar aqui em detalhes, o que importa é que ao final este episódio trouxe um grande aprendizado pra mim: o exercício da crítica é essencial para melhorar como pessoa.

Sim, isso mesmo. Em meio a tanta discussão, foi o comentário de um professor que trouxe lucidez àquele polêmico debate (não foram estas as palavras exatas que ele usou, mas a ideia é a mesma): “A universidade é o ambiente por excelência da crítica. Não podemos simplesmente parar de criticar por qualquer que seja o motivo, porque é a partir da crítica que se desenvolve o conhecimento humano. Sem crítica a universidade não tem razão de existir.”

De fato, a crítica é uma atividade essencial na universidade e em todos os âmbitos da vida humana, mas que infelizmente tem sido negligenciada e até mesmo condenada. Chega a ser algo paradoxo que a crítica seja assim tão criticada. Dedico este texto a trazer um olhar crítico sobre as principais críticas contra a crítica, e alternativas aos argumentos incoerentes. É uma forma também de desabafo, por muitas vezes ter sido desencorajada a exercer o pensamento crítico, principalmente no ambiente da igreja.

1.    “Não critique se você não pode fazer algo melhor.” Sincero, mas errado. Imagine só, se ninguém pudesse criticar um filme, um livro, uma música ou qualquer coisa, só porque não sabe fazer algo melhor! Claro que o ideal seria que o ato de criticar nos levasse sempre a um futuro melhor que o presente. Mas a incapacidade de melhorar algo não diminui a relevância da crítica feita. Pelo contrário, a crítica se torna ainda mais efetiva, pois atinge tanto o criticado como também o crítico, ambos são levados a fazer uma autocrítica e melhorarem no que for necessário. Em vez disso eu diria: “Tem o direito de criticar aquele que quer ajudar a construir algo melhor.”

2.    “Quem é você pra criticar?” Esse argumento é usado para destruir a autoridade do crítico. Como se a permissão para exercer a crítica só fosse dada àqueles que tivessem uma vida moralmente correta em todos os aspectos (perfeita), sob o risco de sua crítica se tornar hipocrisia. Ora, isso é impossível! Quem é que nunca errou, e assim tornou-se também passível de críticas? Não ser perfeito não me impede de criticar o erro. Muitos usam até aquele versículo, totalmente fora de contexto: "Não julguem, para que vocês não sejam julgados.” (Mt 7:1) Mas esquecem da segunda parte: “Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados.” (Mt 7:2) Ou seja, não há aqui uma proibição à crítica, mas apenas um alerta: “Você pode criticar desde que esteja também aberto a receber críticas.”

3.    “Quem critica é porque não faz nada.” Imagino um crítico de cinema, economia ou política, uma pessoa que por muitos anos investiu tempo, dinheiro e inteligência para que pudesse exercer com credibilidade e responsabilidade sua profissão de “formador de opinião”, sendo acusado de vagabundo e desocupado! É cômico, para não dizer trágico. É um exemplo extremo, mas o que percebo é que este comentário tem sido usado repetida e levianamente. Não estou negando que há realmente pessoas que acham confortável ficarem sentadas e ditando ordens, corrigindo no trabalho alheio problemas que não existiriam se elas estivessem ali também cooperando. Mas há muitas situações em que o erro se tornou tão normal, que já não é mais facilmente corrigível, por mais esforço que se possa empregar. E nem por isso se deve ficar calado assistindo o desastre. “Quando não há nada que você possa fazer para ajudar a mudar, sua crítica já é um importante passo para a mudança.”

4.    “Quem critica é porque se acha superior.” Essa é clássica. E sempre vem acompanhada de uma expressão de orgulho ferido, que apenas demonstra que às vezes há na verdade é um senso de inferioridade no sujeito criticado, que por não saber receber ou responder uma crítica já assume o papel de coitado. É óbvio que o crítico também pode vir a ser orgulhoso e arrogante, mas nem sempre. O que estou dizendo aqui é que a soberba e a superioridade residem não na crítica em si, mas muito mais na forma de criticar ou de acolher a crítica. A crítica saudável deve ser realizada (e recepcionada) com discrição (Mt 18:15), santidade (Mt 7:1-5), humildade e submissão (Fp 2:3), mansidão e autoavaliação (Gl 6:1) e respeito (1 Pe 3:15)“Tanto o crítico como o criticado devem ter humildade e amor para reconhecerem mutuamente seus defeitos e qualidades.”

5.     “A crítica destrói relacionamentos e traz desunião.” Certa vez, após eu ter discordado de um assunto na igreja, me entristeci ao ouvir o seguinte comentário: “Quem questiona está sendo usado pelo diabo para implantar divisão no meio do povo de Deus.” Ao contrário do que esta pessoa pensava, a união verdadeira não suplanta as individualidades. O divergir, o criticar e o questionar apenas revelam que a igreja é uma comunidade de pessoas com opiniões diferentes, mas todas unidas por um mesmo propósito. E graças a Deus por isso! Que monótona seria uma igreja, uma universidade, uma família, uma empresa, enfim, um mundo onde todos pensassem do mesmo jeito. Indo na mesma linha do argumento anterior, podemos perceber que, na verdade: “A crítica quando bem feita e bem recebida tem a capacidade de melhorar os relacionamentos.”

6.    “A ideia da crítica é somente desconstruir.” Sim e não. ‘Sim’, porque a crítica realmente desfaz pensamentos, quebra paradigmas e analisa argumentos. Neste sentido, a crítica é negativa, porque é a negação de uma ideia. ‘Não’, porque a crítica também pode (e deve) ser positiva, quando bem utilizada. Quem já estudou dialética sabe o que é tese, antítese e síntese. Este é o modelo da crítica ideal: avaliar a tese (construção), desenvolver uma antítese (descontrução) e produzir uma síntese (reconstrução). Não é errado ‘desconstruir’. Errado é ‘destruir’. Ou seja, a crítica não é um fim em si mesma, não se pode criticar por criticar. É preciso criticar e propor algo melhor. “A ideia da crítica é que toda desconstrução seja (re)construtiva.”

7.     “Existem algumas verdades que não precisam ser criticadas.” Sim, eu acredito em verdades absolutas. Mas o fato de serem absolutas não quer dizer que não devam jamais ser criticadas. Alguém certa vez me disse: “Você não deve criticar aquilo em que acredita. Quem acredita não questiona, apenas aceita.” É isso mesmo, produção? Primeiro: isso é totalmente irracional. Se algo é absolutamente verdade, então se manterá firme não importa quantas críticas lhe sejam feitas. Claro que nunca encontraremos respostas para tudo. Mas podemos encontrar um sistema de ideias (cosmovisão) que explique de maneira mais coerente o maior número de questionamentos. E eu já encontrei essa cosmovisão: para mim é o cristianismo bíblico. Segundo: isso é totalmente antibíblico. Não podemos dividir o mundo em verdades sagradas e intocáveis de um lado e ideias profanas e questionáveis de outro, baseados puramente em critérios subjetivos e imperfeitos. A Bíblia nos recomenda, ao contrário, julgar todas as coisas e reter o que é bom. (I Ts 5:21) “Tenha sempre uma atitude de crítica positiva e construtiva em relação a tudo.”

8.    “Existem algumas pessoas que não devem ser criticadas.” Essa parece ser a mais absurda, mas infelizmente é uma das mais usadas. O erro do culto à personalidade é observado no mundo lá fora (ídolos, astros, ditadores, intelectuais, cientistas) e aqui dentro das igrejas, (apóstolos, bispos, pastores, levitas, papas). “Não critique o ungido do Senhor” (Sl 105:15) é o grito de muitas pessoas. Mas na verdade todos são imperfeitos e estão igualmente sujeitos a críticas. Sem falar que “com grandes poderes vêm grandes responsabilidades.” Jesus é um exemplo para nós, pois mesmo sendo o único ser humano perfeito que já existiu, foi também alvo de críticas e jamais se esquivou delas, antes respondeu todas sempre de modo adequado.“Todas as pessoas são passíveis de crítica, até mesmo os críticos, pois ninguém é perfeito.”

9.     “A crítica é um mal que surge nas universidades e os jovens querem implantar na igreja.” Essa eu ouvi na escola dominical e foi de cortar o coração. Sim, há muitas coisas prejudiciais no ambiente universitário, das quais os jovens devem se proteger e se preparar para combater. Mas definitivamente o pensamento crítico não é uma delas. Até porque a crítica não surge na universidade (pelo contrário, é bem anterior a esta), o que acontece é que infelizmente muitos só têm o primeiro contato com ela quando ingressam no ensino superior. Não estou defendendo aqui o método histórico-crítico, o relativismo, o desconstrucionismo e todas essas outras baboseiras filosóficas que impregnam as universidades e insistem em tentar provar que o cristianismo é frágil à critica. Todos estes erraram, não pelo método errado, mas pelo pressuposto errado. Partiram da ideia de que crítica positiva é apenas aquela que no fim propõe algo novo. Não, a crítica deve propor o que é melhor. E se após ter passado pelo teste da crítica, for comprovado que o melhor é o que já existe, é com este que devemos ficar, mesmo que seja antigo, histórico e tradicional (como a Bíblia), mas é comprovadamente o mais confiável. “A crítica deve ser estimulada na igreja da mesma forma que o é na universidade, mas agora corretamente direcionada.”

10. “A Bíblia diz que é errado criticar.” Esta eu respondo usando as palavras do jornalista e teólogo Paulo Romeiro, extraídas do último capítulo do seu livro "Evangélicos em crise", com o tema “Discernir é preciso”:“Não é errado questionar. Quando Paulo chegou a Beréia, já possuía um currículo respeitado. (...) Nem por isso os crentes de Beréia foram ouvir o grande apóstolo pregar desprovidos de qualquer senso crítico. Mesmo tendo recebido a Palavra com avidez, na medida que Paulo e Silas ensinavam, eles examinavam as Escrituras para verificar se as informações eram corretas. E, ao invés de serem taxados de incrédulos ou duros de coração, Paulo disse que eles foram mais nobres do que os de Tessalônica (At 17.10-11). Que grande exemplo! (...) Está na hora de deixar de lado toda a ingenuidade e passar a desenvolver um ceticismo positivo e saudável. (...) O crescimento espiritual saudável depende do exercício constante do discernimento. O crente deve exercitar a sua consciência, os sentidos e a mente para saber a diferença entre a verdade e o erro.” “Criticar não é uma opção, mas um mandamento bíblico.”

Sei que não sou a pessoa mais indicada para falar sobre crítica. A verdade é que tenho dois grandes problemas relacionados a isto. Primeiro: excesso de crítica, vivo insatisfeita e procurando defeitos nas coisas, ideias e pessoas ao meu redor. O erro aí está na soberba. Segundo: medo de críticas, vivo insegura e me achando despreparada para responder com argumentos lógicos e coerentes, e por isso às vezes evito expor a minha opinião. Desta vez o erro é a omissão. Mas, como já foi exposto anteriormente, não ser perfeita não me impede de criticar, até porque também estou aqui fazendo uma autocrítica. Que Deus me ajude a exercer com responsabilidade e amor a sua ordem de discernir, bem como me dê humildade e força para receber os julgamentos.

Critiquem-me.

Por: Débora Silva Costa

7 de junho de 2010

Evangelho. Entendeu ou quer um desenho?


É muito frequente se escutar pessoas dizendo que estão "pregando o evangelho". Especialmente quando estão lhe pedindo dinheiro, fazendo promessas de muita prosperidade para sua vida e prometendo-lhes a cura para todos os seus problemas. Mas todos nós sabemos que Deus não fez estas promessas nem aos seus profetas e apóstolos, muitos dos quais, após uma vida de dificuldades e perseguições, terminaram martirizados, cumprindo cabalmente seu papel de mensageiros de Deus.

Entretanto, algo que você quase nunca vê é alguém falando do evangelho ao mesmo tempo em que fala de arrependimento, mudança de vida, perdão e fé, do significado da morte na cruz e da ressurreição de Jesus Cristo.

O que é, então, o evangelho? Em termos simples, o apóstolo Paulo nos escreve:

"Irmãos, venho lembrar-vos o evangelho que vos anunciei, o qual recebestes e no qual ainda perseverais; por ele também sois salvos, se retiverdes a palavra tal como vo-la preguei, a menos que tenhais crido em vão. Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras. - 1 Coríntios 15.1-4

Ele também nos conta que o evangelho "é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego." - Romanos 1.16

Jesus, em seu ministério, pregava o evangelho aos judeus, curando as pessoas e fazendo outros sinais que autenticavam a sua mensagem, advertindo a todos que se arrependessem e que cressem nele:

"Depois de João ter sido preso, foi Jesus para a Galiléia, pregando o evangelho de Deus, dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho." - Marcos 1.14-15

Esta mensagem encontra eco nas grandes pregações dos apóstolos registradas na Bíblia, no livro de Atos:

Pedro, proclama:

"... E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. ...Varões israelitas, atendei a estas palavras: Jesus, o Nazareno, varão aprovado por Deus diante de vós com milagres, prodígios e sinais, os quais o próprio Deus realizou por intermédio dele entre vós, como vós mesmos sabeis; sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos... A este Jesus Deus ressuscitou, do que todos nós somos testemunhas ... Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo. ... Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo." - Atos 2

E novamente Pedro discursa:

"Dessarte, matastes o Autor da vida, a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, do que nós somos testemunhas. Pela fé em o nome de Jesus, é que esse mesmo nome fortaleceu a este homem que agora vedes e reconheceis; sim, a fé que vem por meio de Jesus deu a este saúde perfeita na presença de todos vós. E agora, irmãos, eu sei que o fizestes por ignorância, como também as vossas autoridades; mas Deus, assim, cumpriu o que dantes anunciara por boca de todos os profetas: que o seu Cristo havia de padecer. Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados, a fim de que, da presença do Senhor, venham tempos de refrigério, e que envie ele o Cristo, que já vos foi designado, Jesus..." - Atos 3

Mais uma vez... "Então, Pedro, cheio do Espírito Santo, lhes disse: Autoridades do povo e anciãos, visto que hoje somos interrogados a propósito do benefício feito a um homem enfermo e do modo por que foi curado, tomai conhecimento, vós todos e todo o povo de Israel, de que, em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, a quem vós crucificastes, e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, sim, em seu nome é que este está curado perante vós. Este Jesus é pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou a pedra angular. E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos." - Atos 4

Um pouco mais:

"Então, Pedro e os demais apóstolos afirmaram: 'Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens. O Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus, a quem vós matastes, pendurando-o num madeiro. Deus, porém, com a sua destra, o exaltou a Príncipe e Salvador, a fim de conceder a Israel o arrependimento e a remissão de pecados' ...

"E eles se retiraram do Sinédrio regozijando-se por terem sido considerados dignos de sofrer afrontas por esse Nome E todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar e de pregar Jesus, o Cristo." - Atos 5

E assim, continuaram anunciando o evangelho Estêvão (caps. 6-7), Filipe (cap. 8) e outros (Atos 11.19-20), apenas para citar...

Na casa de Cornélio, mais uma vez, Pedro divulga as boas novas:

"Esta é a palavra que Deus enviou aos filhos de Israel, anunciando-lhes o evangelho da paz, por meio de Jesus Cristo. Este é o Senhor de todos. Vós conheceis a palavra que se divulgou por toda a Judéia, tendo começado desde a Galiléia, depois do batismo que João pregou, como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder, o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele; e nós somos testemunhas de tudo o que ele fez na terra dos judeus e em Jerusalém; ao qual também tiraram a vida, pendurando-o no madeiro. A este ressuscitou Deus no terceiro dia e concedeu que fosse manifesto, não a todo o povo, mas às testemunhas que foram anteriormente escolhidas por Deus, isto é, a nós que comemos e bebemos com ele, depois que ressurgiu dentre os mortos; e nos mandou pregar ao povo e testificar que ele é quem foi constituído por Deus Juiz de vivos e de mortos. Dele todos os profetas dão testemunho de que, por meio de seu nome, todo aquele que nele crê recebe remissão de pecados." - Atos 10

E Paulo prega numa sinagoga:

"Da descendência deste, conforme a promessa, trouxe Deus a Israel o Salvador, que é Jesus, havendo João, primeiro, pregado a todo o povo de Israel, antes da manifestação dele, batismo de arrependimento. Mas, ao completar João a sua carreira, dizia: Não sou quem supondes; mas após mim vem aquele de cujos pés não sou digno de desatar as sandálias. Irmãos, descendência de Abraão e vós outros os que temeis a Deus, a nós nos foi enviada a palavra desta salvação. Pois os que habitavam em Jerusalém e as suas autoridades, não conhecendo Jesus nem os ensinos dos profetas que se lêem todos os sábados, quando o condenaram, cumpriram as profecias; e, embora não achassem nenhuma causa de morte, pediram a Pilatos que ele fosse morto. Depois de cumprirem tudo o que a respeito dele estava escrito, tirando-o do madeiro, puseram-no em um túmulo. Mas Deus o ressuscitou dentre os mortos; e foi visto muitos dias pelos que, com ele, subiram da Galiléia para Jerusalém, os quais são agora as suas testemunhas perante o povo. Nós vos anunciamos o evangelho da promessa feita a nossos pais, como Deus a cumpriu plenamente a nós, seus filhos, ressuscitando a Jesus, como também está escrito no Salmo segundo: Tu és meu Filho, eu, hoje, te gerei. ... Tomai, pois, irmãos, conhecimento de que se vos anuncia remissão de pecados por intermédio deste; e, por meio dele, todo o que crê é justificado de todas as coisas das quais vós não pudestes ser justificados pela lei de Moisés." - Atos 13

E o evangelho anunciado ao carcereiro?

"Então, o carcereiro, tendo pedido uma luz, entrou precipitadamente e, trêmulo, prostrou-se diante de Paulo e Silas. Depois, trazendo-os para fora, disse: 'Senhores, que devo fazer para que seja salvo?' Responderam-lhe: 'Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa.' E lhe pregaram a palavra de Deus e a todos os de sua casa." - Atos 16

Para finalizar as citações, mais uma pregação de Paulo, aos politeístas de Atenas:

"Senhores atenienses! Em tudo vos vejo acentuadamente religiosos; porque, passando e observando os objetos de vosso culto, encontrei também um altar no qual está inscrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Pois esse que adorais sem conhecer é precisamente aquele que eu vos anuncio. O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas. Nem é servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse; pois ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais; de um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação; para buscarem a Deus se, porventura, tateando, o possam achar, bem que não está longe de cada um de nós; pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dele também somos geração. Sendo, pois, geração de Deus, não devemos pensar que a divindade é semelhante ao ouro, à prata ou à pedra, trabalhados pela arte e imaginação do homem. Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam; porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos." - Atos 17

Resta a você alguma dúvida de qual é a verdadeira mensagem do evangelho que a igreja deve levar por todas as épocas e a todos os cantos do planeta (Mateus 28.18-20), ou quer ver desenhada?

Então...

2 de agosto de 2009

Onde está Deus quando as coisas vão mal?

O texto abaixo, que eu achei belíssimo e que trata da existência do sofrimento e da justiça de Deus, foi citado no livro "Onde está Deus quando as coisas vão mal?", escrito por John Blanchard e publicado pela Editora Fiel. O autor deste texto não é identificado pelo autor, que menciona apenas que ele foi publicado em 1960. (A propósito, recomendo a leitura desse livreto, que tem apenas 40 páginas).



No final dos tempos, bilhões de pessoas se apresentaram diante do trono de Deus. Muitas retrocederam ante a luz que resplandecia diante delas. Mas alguns grupos que estavam na frente conversavam veementemente, não com temor servil, e sim com agressividade: "Deus pode nos julgar?"

"Como Ele pode saber algo a respeito de sofrimento?", questionou uma moça ousada. Ela puxou com rapidez a manga de sua veste para mostrar o número tatuado de um campo de concentração nazista. "Suportamos terror... espancamento... tortura... morte!"

Em outro grupo, um homem curvou o seu pescoço, dizendo: "O que vocês acham disto?", ele perguntou, mostrando uma horrível marca de corda. "Linchado por ser negro e não por cometer algum crime!"

Em outra multidão, uma estudante grávida, com olhos taciturnos, murmurou: "Por que eu tive de sofrer? Não foi minha culpa".

Espalhados ante o trono, havia milhares de grupos como esses. Cada pessoa tinha uma queixa contra Deus, por causa do mal e sofrimento que Ele havia permitido neste mundo. Quão feliz estava Deus em viver no céu, onde tudo era doçura e luz, onde não havia lágrima, nem medo, nem fome, nem ódio! O que Deus sabia a respeito de tudo que os homens tinham sido obrigados a suportar neste mundo? "Deus leva uma vida muito tranqüila", eles diziam.

Cada grupo apresentou o seu líder, escolhido por haver sofrido mais do que os outros do grupo. Um judeu, um negro, alguém de Hiroshima, uma pessoa que fora horrivelmente afligida por artrite e uma criança teratogênica. No centro da aglomeração, eles conversaram entre si.

Por fim, estavam prontos para apresentar o seu caso e o fizeram com muita perspicácia. Antes de se qualificar para ser o juiz deles, Deus tinha de suportar o que eles haviam suportado. Haviam chegado ao veredicto de que Deus fosse condenado a viver na terra - como homem! Deveria nascer como judeu; a legitimidade de seu nascimento teria de ser questionada. Ele deveria realizar uma obra tão difícil, que sua família pensaria estar louco, quando tentasse realizar essa obra. Ele deveria ser traído por seus amigos íntimos; enfrentar falsas acusações, ser julgado por um júri preconceituoso e condenado por um juiz medroso. Deveria ser torturado e, por fim, entender o que significa ser terrivelmente abandonado e deixado solitário. Depois, Ele deveria morrer em agonia, de tal modo que não haveria dúvidas quanto à sua morte. E grande número de testemunhas deveriam comprová-la.

Enquanto cada líder anunciava a parte de sua sentença, um intenso murmúrio de aprovação saía dos lábios das pessoas ali reunidas. Quando o último líder terminou de proferir a sentença, houve um silêncio prolongado. Ninguém proferiu nenhuma palavra. Ninguém se mexeu, pois todos sabiam que Deus já havia cumprido a sua sentença.

30 de abril de 2009

Com tantas denominações e religiões, como posso saber quais são verdadeiras e quais são falsas?

…É perfeitamente compreensível que mesmo um sério e sincero perseguidor da verdade fique confuso quanto à situação religiosa de hoje; com centenas de denominações, seitas, somente dentro da cristandade, bem como centenas de outras em outros países e culturas, e com o nascimento de novos movimentos religiosos a cada dia. Porém, Deus providenciou instrução adequada para nos capacitar a reconhecermos "o Espírito da verdade e o espírito do erro" (I João 4:6) se nós assim o quisermos.

Três criterios são particularmente úteis para avaliar determinados movimentos e seitas: os ensinamentos dos seus líderes no que tange à Bíblia, com respeito a Cristo, e com relação ao meio de obtenção da salvação, respectivemente.

1. Atitude no que tange à Bíblia

A Bíblia desde a antigüidade proclama ser a palavra escrita de Deus. As Escrituras do Velho Testamento foram aceitas por Cristo e pelos apóstolos como divinamente inspiradas e completamente infalíveis. Jesus disse: "A Escritura não pode falhar" (João 10:35). Quanto ao Novo Testamento, Ele prometeu aos seus apóstolos que "o Espírito Santo vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito" (João 14:26), e que "o Espírito da verdade... vos guiará a toda a verdade" (João 16:13).

Portanto, durante o primeiro século, os apóstolos que estiveram com Cristo testemunharam sua ressurreição e receberam essas promessas, e, gradualmente, escreveram os Evangelhos e Epístolas que agora estão incluídos no Novo Testamento. Eles foram prontamente recebidos e reconhecidos pelos primeiros cristãos como Escrituras inspiradas. Os apóstolos defendem que estes escritos foram divinamente inspirados e fonte de autoridade, e os verdadeiros cristãos sempre as aceitaram como tais.

Por fim, foi concedido ao último dos apóstolos, João, o apóstolo amado, no fim do primeiro século, olhar profeticamente para as eras futuras e escrever o último livro das Escrituras, o livro de Apocalipse, que completou a palavra escrita de Deus, "Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico: Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro; e, se alguém tirar qua lquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro" ((Apocalipse 22:18, 19).

Estas últimas palavras de Cristo aos apóstolos nos trazem uma regra muito importante: as Escrituras são plenamente inspiradas, mesmo cada palavra, e aqueles que a elas acrescentarem ou delas tirarem são, por assim dizer, falsos pregadores.

Em regra, os adeptos de seitas são culpados de “adicionarem” às Escrituras, reivindicando ou que os escritos dos seus próprios fundadores foram divinamente inspirados, ou que as interpretações de seus líderes são unicamen te necessárias e autoritativas. Modernistas e liberais, por outro lado, são culpados de um erro ainda mais sério: o de “tirar” das Escrituras, selecionar ou alegorizar aquelas porções que acham que não concordam com a ciê ncia ou são irracionais para o homem moderno. O verdadeiro pregador, no entanto, aceitará toda a Bíblia, e somente ela, como a infalível Palavra de Deus.

2. Atitude com respeito a Cristo

Um verdadeiro pregador cristão aceitará Jesus Cristo com alegria e falará de quem Ele realmente é: verdadeiro Deus e verdadeiro homem. "Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo, o que nega o Pai e o Filho" (I João 2:22). "Porque muitos enganadores têm saído pelo mundo fora, os quais não confessam Jesus Cristo vindo em carne; assim é o enganador e o anticristo" (II João 7). "... haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição" (II Pedro 2:1).

O erro sobre a pessoa de Cristo pode levar ou à forma de uma antiga heresia gnóstica, que negava Sua verdadeira humanidade, ou à de uma moderna heresia agnóstica, que nega Sua verdadeira divindade. Estes últimos o conside ram um grande homem, pregador e líder religioso, rejeitando Seu nascimento virginal, Sua vida sem pecado, Seu castigo substitutivo, Sua ressurreição corpórea e ascensão. Qualquer seita, denominação ou movimento religioso que não proclama claramente, e forçosamente, o Senhor Jesus Cristo, tanto como o perfeito Filho do homem e o Unigênito Filho de Deus, "o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso", (Apocalipse 1:8) mente, e deve ser rejeitado (a).

3. Atitude com relação à Salvação

O evangelho de Cristo é "o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê" (Romanos 1:16). A palavra “evangelho” significa “boas novas,” não “bons conselhos.” Ela não nos diz o que nós devemos fazer para obter a salvação, mas, antes, o que Cristo fez para nos conceder a salvação, como um presente gratuito. "Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie" (NVI) (Efésios 2:8,9).

Qualquer religião debaixo do sol, quer seja pseudo-cristã ou não-Cristã, que alimenta o orgulho humano por ensinar que existe algo que se possa fazer para obter ou ajudar na obtenção de sua própria salvação. Apenas o verd adeiro cristianismo bíblico reconhece o homem como ele realmente é, totalmente perdido no pecado, destinado à separação eterna de Deus. O evangelho, "pelo qual sois salvos," são as gloriosas novas que "Cristo morreu por n ossos pecados" (I Coríntios 15:1,3), e que podemos ser salvos pela graça (favor que não merecemos), através da fé pessoal em Cristo, nada mais! Qualquer religião que ensine de outra forma é, nesse aspecto, falsa. Paulo disse, "Se alguém lhes anuncia um evangelho diferente daquele que já receberam, que seja amaldiçoado" (NVI) - (Gálatas 1:9). Se alguém é realmente salvo pela graça de Deus, em Cristo, buscará, logicamente, seguir a Cristo e Sua Palavra em todas as coisas; não como se fosse comprar a salvação, mas por amor e gratidão por Seu maravilhoso dom de perdão, e vida eterna.


Extraído de Christian Answers:
Trecho do livro The Bible Has the Answer, de Henry Morris e Martin Clark, publicado por Master Books, 1987.

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...