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29 de maio de 2009

Spam afeta o meio ambiente

Estudo da McAfee revelam que mensagens indesejadas contribuem substancialmente para o efeito estufa.

Mais que um incômodo, aquela dezena ou até centena de e-mails com propagandas que você nunca quis receber faz mal ao meio ambiente. Pelo menos foi o que concluiu a McAfee e seu estudo "A presença de carbono no spam", que descobriu que mensagens indesejadas impactam negativamente o meio-ambiente e contribuem substancialmente para emissões de gás estufa (também conhecido como GHG ou greenhouse-gas).

No levantamento, pesquisadores independentes de alterações climáticas e especialistas em spam do ICF International calcularam que a energia anual usada no mundo todo para transmitir, processar e filtrar spam totaliza 33 bilhões de kilowatts/hora (kWh), ou 33 terawatts/hora (TWh). Isso equivale à eletricidade usada em 2,4 milhões de casas, com as mesmas emissões de GHG que 3,1 milhões de carros de passeio usando 2 bilhões de galões de gasolina.

"À medida que o mundo enfrenta o crescente problema de mudança climática, esse estudo destaca que o spam tem um imenso impacto financeiro, pessoal e ambiental para as empresas e as pessoas", afirma Jeff Green, vice-presidente sênior de desenvolvimento do McAfee Avert Labs. Para ele, a saída é o desenvolvimento de uma tecnologia antisspam de ponta para preservar o planeta por meio da redução de emissões de gás carbônico.

Para se ter uma ideia do impacto na natureza, a McColo, uma grande fonte de spam on-line, foi colocada offline no final de 2008, fazendo com que o volume de spam global diminuisse 70%. A energia poupada antes que os remetentes de spam desenvolvessem sua capacidade de emissão chegou ao equivalente a 2,2 milhões de carros fora das ruas naquele dia, comparados aos 62 trilhões de emails de spam que são enviados por ano.

Assim, o estudo “A presença de carbono no spam” correlacionou a eletricidade gasta com o spam à presença de carbono, desde que os resíduos de petróleo são, de longe, a maior fonte de eletricidade no mundo atualmente. Como as emissões não podem ser isoladas a um país, foram medidas as conclusões de modo a obter o impacto global.

Por: Julio Simões

Viu só? E você ainda mandando aquelas mensagens tolas que dizem que repassá-las para trinta pessoas nos próximos dez minutos vai realizar os grandes sonhos de suas vítimas em uma semana... O tipo de "chantagem" que, além de chata pra burro, agora tem demonstrado ser danosa ao meio-ambiente. Saiba que uma árvore ou um mico-leão-dourado jamais fariam isso com você! E siga o exemplo deles. ; )

19 de maio de 2009

Sacos plásticos, uma Ameaça.



Informações fornecidas pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos revelam que, anualmente, são consumidos entre 500 bilhões e um trilhão de sacos plásticos ao redor do mundo. E não há viabilidade de reciclagem. (National Geographic 02/09/2003)

Existe uma economia áspera por trás da reciclagem dos sacos plásticos. Processar e reciclar uma tonelada de sacos custa U$ 4000. A mesma quantidade de sacos é vendida no mercado de matérias-primas a U$ 32. (Jared Blumenfeld, Diretor do Departamento de Meio Ambiente
em São Francisco)


Um estudo de 1975 demonstrou que as embarcações transoceânicas lançam aproximadamente 4 milhões de kilogramas de plástico ao mar por ano. As lixeiras do mundo não estão inundadas de plástico porque a maior parte acaba no oceano. (Academia Nacional de Ciências dos EUA)

Os sacos são arrastados até diferentes lugares do planeta, mares, lagos e rios. Eles encontram o caminho para o mar nos bueiros e encanamentos. (CNN.com/tecnhology 16/11/2007 ) Já foram encontrados sacos plásticos flutuando ao norte do Círculo Ártico, e também muito mais ao sul, nas Ilhas Malvinas. (Programa de Monitoramento de Dejetos da Marinha americana)

Os sacos plásticos chegam à costa brasileira contaminando solos e vias fluviais. Como conseqüência, partículas microscópicas podem entrar para a cadeia alimentar. O efeito sobre a vida silvestre pode ser catastrófico. Cerca de 200 diferentes espécies de vida marinha, incluindo baleias, golfinhos, focas e tartarugas morrem por causa dos sacos plásticos que ingerem confundindo com comida. (CNN.com/tecnhology 16/11/2007 e WWF)

O que podemos fazer?

Se usarmos uma bolsa de tecido, podemos economizar 6 saquinhos plásticos por semana. Ou seja, 24 sacos por mês. 288 por ano. 22.176 sacos ao longo da vida. Se apenas uma de cada cinco pessoas neste país fizesse isso, economizaríamos 1.330.560.000.000 sacos plásticos durante nossas vidas.
 
Bangladesh proibiu os sacos plásticos. (MSNBC.com, 08/03/2007) A China proíbe os sacos plásticos gratuitos, economizando 37 milhões de barris de petróleo por ano. (CNN.com/asia 09/01/2008) A Irlanda foi o primeiro país da Europa a cobrar impostos sobre os sacos plásticos em 2002. Desta forma, reduziu o consumo em 90%. (BBC Notícias 20/08/2002) Ruanda proibiu os sacos plásticos em 2005. (Associated Press)
 
Israel, Canadá, Índia, Botswana, Quênia, Tanzânia, África do Sul, Taiwan e Singapura já proibiram ou estão em vias de proibir os sacos plásticos. (PlanetSave.com, 16/02/2008)

Os sacos plásticos são feitos de polietileno: um termoplástico que se obtém a partir do petróleo. Reduzindo o uso desses sacos diminuirá o consumo de petróleo, recurso não renovável que gera tanto conflitos. A China economizará graças à proibição dos sacos plásticos gratuitos.
Portanto, basta um pequeno esforço e logo a gente se acostuma a levar a sacola de pano às compras como era antigamente, colaborando assim para a preservação do meio ambiente.

Faça sua parte!

Fonte: e-mail circulado pela internet sem fonte compiladora definida.

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