25 de abril de 2013

O Mito do Legalismo


Autor: Thomas Schirrmacher
Originalmente publicado em Monergismo

Proposição: Paulo, ao advertir contra o legalismo, não combate o guardar os mandamentos de Deus em fé, mas sim o considerá-los equivocadamente como um caminho para salvação, forçando os crentes gentios a guardar a lei cerimonial, ou tentar guardar a Lei independentemente de Cristo.
“Legalismo” está se tornando rapidamente um slogan usado para reprovar alguém que apela à Lei Bíblica. O termo é bíblico? A Escritura expressa tal crítica? Visto que a palavra em si – isto é, uma palavra grega ou hebraica correspondente – não ocorre na Bíblia, aqueles que usam-na como um termo de reprovação deveriam definir sua substância bíblica.
Embora preferisse eliminar completamente a expressão do nosso vocabulário, eu poderia concordar em limitá-la ao significado dado pelos Pais da Igreja: “o esforço para alcançar a justificação pelas obras da lei”. Isso, no entanto, não é o que normalmente se quer dizer, nem é adequado.
Gordon H. Clark assume que “Legalismo” na história da igreja sempre significou a expectação de que o homem poderia ganhar a salvação guardando a Lei. [1] O oposto seria a justificação pela fé, que leva à correta obediência da Lei. Clark continua:
No presente século, a expressão “legalismo” tomou um novo significado. A ética situacional despreza regras e regulamentos. Qualquer pessoa que obedeça conscientemente às leis de Deus é chamada de legalista. Por essa razão, Joseph Fletcher aprova a quebra de qualquer um dos Dez Mandamentos, e dessa forma transfere o significado negativo do “Legalismo” para o ética histórica do Protestantismo. [1]
É triste que isso não seja verdade apenas sobre a ética situacional, mas também dos fundamentalistas que creem que a Lei foi abolida e que então declaram qualquer sistema ético construído sobre a Lei como sendo legalista. Contudo, o legalismo não pode ser substituído pela ilegalidade. Greg L. Bahnsen escreve:
A resposta ao legalismo não é a crença fácil, o evangelismo sem a necessidade de arrependimento, a busca de uma segunda bênção mística do Espírito, ou uma vida cristã destituída de instrução e orientação corretas. O legalismo deve ser combatido com um entendimento bíblico da verdadeira ‘vida no Espírito’. Em tal viver, o Espírito de Deus é o autor gracioso da nova vida, que nos convence do nosso pecado e da miséria contra a lei violada de Deus, que nos une a Cristo na salvação para que possamos participar de Sua vida santa, que nos capacita a entender a orientação dada pela palavra de Deus, e que nos faz crescer pela graça de Deus, tornando-nos pessoas que obedecem aos mandamentos de Deus. [2]
 O Novo Testamento descreve cinco maneiras de usar incorretamente a Lei:
1. Guardando a Lei para ser justificado e salvo. (Veja Rm 3.21-4:25, Ef 2.9-10)
2. Impondo a lei cerimonial sobre os outros. (Gl 4.9-11, Cl 2.16-17, o Livro de Hebreus)
3. Adicionando regras e tradições humanas à Lei divina. (Mc 7.1-15, Mt 15.1-9)
4. Esquecendo-se de coisas essenciais em favor de questões menores. (Mt 23.23)
5. Estando preocupado somente com a obediência externa à Lei de Deus. (Mc 7.18-23, Mt 15.15-20, Mt 23.27-28)
O Novo Testamento não condena o seguinte:
1. Assumir que a lei moral de Deus é incomparavelmente boa, justa santa e espiritual. (Rm 7.12, 14, 1Tm 1.8. Compare Salmos 19, 8-12 e Salmos 119)
2. Desejar guardar os mandamentos morais de Deus num espírito de filiação (não de escravidão) e no poder do Espírito Santo. (Rm 8.2-4, 3.31)
3. Admoestar os outros sobre a base da Lei divina, quando isso é feito com a atitude correta. (Ef 6.1-4)
4. Apelando à Lei moral de Deus. (Tiago 2.6-12, Rm 13.8-10)
5. Exercendo disciplina eclesiástica. (Gl 5.18-23; 1Tm 1.5-11)
Alfred de Quervain escreve de maneira similar:
Tem sido dito que restringir nossas ações à Escritura cria legalismo, que o homem está livre do legalismo somente quando ele mesmo mesmo determina a lei. Na verdade, aquele que em seu orgulho usa a Lei de acordo com sua própria opinião, age legalisticamente. Esse é o caso, quer ele pretenda guardar a letra da lei ou abandonar a lei escrita e inventar a sua própria lei. [3]
A Escritura nunca é legalista. Ninguém que deriva os seus valores da Palavra de Deus pode ser considerado legalista. Emil Brunner expressou isso bem, sem, contudo, aplicar o princípio em seu próprio sistema ético. [4]
Assim como a Escritura sem o Espírito é Ortodoxia, o Espírito sem a Escritura é falso Antinomianismo e fanatismo.[5]
O legalismo nunca deveria ser usado como slogan contra aqueles que se referem aos mandamentos de Deus, mas deve ser definido de acordo com a Bíblia e então rejeitado com base nela. Se alguém interpretar legalismo como significando o mau uso da Lei, então tal pessoa deve esclarecer a partir da Escritura o que o mau uso implica e como a Lei deve ser corretamente usada. A lista mencionada acima fornece cinco formas de legalismo e cinco usos apropriados da Lei. [6]
Neste contexto, Eduard Böhl, o professor vienense de Dogmática, enfatiza a importância de Lei de Deus para os cristãos, pois somente a Lei de Deus dá uma orientação para identificar leis e tradições falsas:
Não podemos banir a Lei do relacionamento que existe em Cristo entre Deus e o crente: não podemos buscar novos regulamentos para a nossas ações ou, de fato, elevar o nosso capricho próprio ao status de lei. Não fomos redimidos para viver de acordo com regras éticas particulares ou doutrinas de perfeição, mas para cumprir a Lei de Deus (1Co 7.19, Gl 5.6, Rom. 8:4, 13:10). A Escritura ensina claramente que o crente deve ser mantido nos caminhos da santificação pelo Espírito Santo, mas Ele usa a Palavra de Deus, particularmente os Dez Mandamentos como a norma e o governo das nossas vidas. [7]
Böhl também critica o Pietismo por sua tendência a formular novas leis piedosas no lugar da lei bíblica que ele rejeita:
O Pietismo foi apanhado neste temor, quando fez da justificação o requerimento para a santificação; a santificação parecia portanto ser uma continuação da justificação, que deveria ser provada na santificação. Essa atestação da fé pelas boas obras levou a um conjunto de expressões e características da fé da pessoa bem diferente daquele conjunto da lei divina. A genuinidade da justificação era testada por outro patrão que não a Lei de Deus. O homem criou um tipo de nova lex (nova lei), uma para o crente verdadeiro. [8]

[1] Gordon H. Clark, “Legalism”, Baker’s Dictionary of Christian Ethics. ed. Carl F. Henry (Grand Rapids, Mich.: Baker Book House,1973) p. 385; reimpresso em Gordon H. Clark, Essays on Ethics and Politics(Jefferson, MD: Trinity Foundation, 1992) p. 150.
[2] Ibid.
[3] Greg L. Bahnsen, By This Standard: The Authority of God’s Law Today (Tyler, Tex.: ICE, 1985) pp. 67-68.
[4] Alfred de Quervain, Die Heiligung, Ethik, Part 1 (Zollikon: Evangelischer Verlag, 1946) p. 259.
[4] Schirrmacher, Ethik, Vol. 1, pp. 297-304 sobre Brunner (pp. 292-306); Thomas Schirrmacher, Das Mißverständinis des Emil Brunner: Emil Brunner’s Bibliologie als Ursache für das Scheitern seiner Ekklesiologie, Theologische Untersuchungen zu Weltmission und Gemeindebau, ed. Hans-Georg Wünch und Thomas Schirrmacher (Lörrach, ermany: Arbeitsgemeinschaft für Weltmission und Gemeindebau, 1982); Thomas Schirrmacher, “Das Mißverständnis der Kirche und das Mißverständnis des Emil Brunner”,Bibel und Gemeinde 89 (1989), pp. 279-311.
[5] Emil Brunner, Das Gebot und die Ordnungen (Zürich: Zwingli Verlag, 1939) p. 79.
[6] Veja também Robertson McQuillkin, An Introduction to Biblical Ethics (Wheaton, Ill.: Tyndale House Publ., 1989); David Chilton, Productive Christiians in an Age of Guilt – Manipulators, op. cit., pp. 22-25, lista quatro formas de legalismo; 1. Justificação pelas obras; 2. Tornar a lei cerimonial obrigatória; 3. Tornar leis humanas obrigatórias; 4. A confusão de pecado com crimes processados pelo Estado.
[7] Eduard Böhl, Dogmatik: Darstellung der christlichen Glaubenslehre auf reformiert – kirchlicher Grundlage (Amsterdam: Scheffer, 1887), p. 515.
[8] Ibid., note 1, p. 515

3 de novembro de 2012

Pedras falando e pedras rolando


"Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome. Nesse tempo muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarão. E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará." 
Mateus 24:9-12
"Tenho-vos dito estas coisas para que vos não escandalizeis. Expulsar-vos-ão das sinagogas; vem mesmo a hora em que qualquer que vos matar cuidará fazer um serviço a Deus. E isto vos farão, porque não conheceram ao Pai nem a mim. Mas tenho-vos dito isto, a fim de que, quando chegar aquela hora, vos lembreis de que já vo-lo tinha dito. E eu não vos disse isto desde o princípio, porque estava convosco."  
João 16:1-4
"E disseram-lhe [a Jesus] de entre a multidão alguns dos fariseus: Mestre, repreende os teus discípulos. E, respondendo ele, disse-lhes: Digo-vos que, se estes se calarem, as próprias pedras clamarão."
Lucas 19:39-40 


Os brasileiros estão cultivando o evangelho que merecem. Por isso não vemos conversões legítimas e impactantes proporcionais à taxa de crescimento dos evangélicos. Quando os ateus nos criticam dizendo que se tivermos um governo evangélico teremos uma ditadura sem liberdades, eu devo concordar. Nosso problema é tão sério que até as pedras estão clamando; porque, quando os de dentro falam, logo o povo gado evangélico os trata da mesma forma que o povo de Israel, distante de Deus, tratava seus profetas: pedradas, ofensas, ameaças e [só falta isto:] morte. E isto não me surpreende nem um pouco, pois quem segue a Cristo deve saber que estar aqui por Jesus é estar aqui para isso.

6 de outubro de 2012

Como marcar sua Bíblia - Dicas


Evite utilizar caneta esferográfica, hidrográfica ou marca-texto. O papel da Bíblia, normalmente, é um papel fininho, então, com o tempo, a tinta vai infiltrar e atravessar a folha. Ou seja, você marca o versículo que queria e o de trás, que não queria. Esse efeito é instantâneo com hidrográfica ou marca-texto, que molham a folha, infiltram e pintam muito mais que o pretendido. Use lápis, lapiseira, lápis de cor ou giz de cera, é mais preciso e seguro – e em alguns casos, é apagável.

[Eu, particularmente uso giz de cera e lapiseira com grafite 0,5 mm. Existem embalagens de giz de cera com 15 cores ou mais, o que é muito bom. E o grafite 0,5 combina melhor com letra pequena.]

Minha Bíblia marcada com o sistema de ícones e cores que detalho abaixo
Defina um critério de cores para cada assunto ou grupo de assuntos. Utilize várias cores contrastantes. Usando uma cor só, você terá mais trabalho para encontrar o verso rapidamente numa posterior consulta. A cor amarela é mais difícil de enxergar sob certas condições de luz. Também é possível fazer também uma pintura degradê.

Faça marcações diferentes, alternando entre cores, sublinhados e ícones. Você pode criar ícones e colori-los de uma só cor. Usando sublinhados, você poderá criar vários tipos: dupla, pontilhada, tracejada, ziguezague, reta, ondulada, cruzada etc. Sim, para não marcar todas as linhas de um verso, você pode fazer uma borda lateral vertical nele, ou mesmo emoldurá-lo, deixando espaço para ícones, no caso de querer combinar marcações. Porém, cuidado: se você usar várias cores e tipos de marcação em pouco espaço, vai poluir a visão do texto, atrapalhando a leitura, sem contar que a estética não ficará boa. ...Mas a Bíblia é sua, lembre-se disso!

Você pode optar por marcar: as margens ao invés do texto que está junto; o subtítulo, ao invés de um trecho ou de um texto inteiro; ou o número do capítulo, dependendo do alcance da marcação.

Crie referências cruzadas a lápis junto a versículos, conforme a sua necessidade. Para isso você deve dispor de um mínimo de espaço e de uma letra pequenina. Algumas Bíblias têm margens próprias para anotações ao lado, acima e/ou sob o texto, mas essas são volumosas e difíceis de encontrar. Algumas, ainda, oferecem umas folhas em branco no final. Caso a sua Bíblia não tenha nada disso, você pode fazer um bloquinho sanfonado de anotações a partir de uma tira do tamanho da página, e colar na parte interna de trás.

Como marquei minha Bíblia

Para mim, era importante marcá-la levando em conta as doutrinas principais da teologia cristã (salvação pela graça e evangelho, pecado, igreja, homem, Deus, Jesus, Trindade, anjos, cruz de Cristo, divindade de Cristo...), porque ajuda muito na hora de encontrar referências para defesa da fé e para a preparação de textos, aulas etc. Então, eu criei uma tirinha com relevos de ícones muito simples, cada um com cerca de 0,5 cm de altura/largura. Inventei, também, um sistema de cores para combinar com eles, para que pudessem ser reutilizados em outras passagens alterando seus significados. Assim, um anjo seria simbolizado pelo ícone do anjo azul, que lembra o céu; e um demônio ou Satanás seria simbolizado pelo anjo laranja, que lembra o lago de fogo.

Eu prefiro usar giz de cera e lápis para marcar, e utilizo o seguinte esquema:

Forma
Cor
Significado
Anjo
Azul
Anjo de Deus
Anjo
Laranja
Demônio, Satanás
Livro aberto
Marrom
Bíblia, palavra de Deus, inspiração
Sol
Laranja
Deus, pois o Senhor é sol e escudo (Salmo 84.11)
Coroa
Amarela
Jesus
Coroa
Vermelha
Atributos de divindade e Senhorio de Jesus
Chama
Amarela
Espírito Santo, como língua de fogo
Triângulo
Azul
Trindade
Caixa de Presente
Vermelha
Graça, salvação, dom
Asa
Verde
Libertação, evangelho, fé, arrependimento
Cruz
Marrom
Morte de Jesus, discipulado, sofrimento
Pac-man
Vermelho-escuro
Pecado, maldade (ideia vem de gula, egoísmo)
Número 1
Verde-claro
Unidade, cargos, igreja, ordenanças
Seta
Azul
Acontecimento escatológico alegre
Seta
Preta
Acontecimento escatológico triste

____________________________________________________

Como eu fiz as forminhas de ícones que utilizei

Material necessário
Material:
  • Papel grosso e maleável;
  • Papel de cor clara, mais fino, de preferência, que o acima; 
  • Caneta, lapiseira, borracha; 
  • Tesoura; 
  • Régua; 
  • Cola
  • Giz de cera (quanto mais cores, melhor).

1
Desenhe na cartolina pequenas formas, que serão seus ícones. Pinte-os de preto (ou de outra cor forte e escura) e recorte-os [1]. 

[Observação: O passo-a-passo foi feito em escala maior, para facilitar a fotografia e a visualização.]


2
Faça uma tira branca de cartolina com pelo menos 1,5 cm de largura. Não recorte ainda, pois o comprimento dependerá de quantos ícones você tiver feito e do tamanho deles.

Cole todos os ícones numa tira de cartolina, de cima para baixo, deixando um espaço de pelo menos 0,5 cm entre eles [2]. O ideal é que a tira seja de um papel mais fino que o dos ícones.


3
Depois de todos colados na tira, recorte-a. Ela servirá também como marcador de página [3]. 








4
Para usá-la, posicione-a, com os desenhos voltados para cima, sobre a folha de trás da que você pretende marcar, tomando o cuidado de que o ícone esteja do lado do texto a ser marcado. Passe a lateral do giz de cera como se fosse um rolo de espalhar massa. A cor destacará o ítem que está abaixo, formando o desenho ao lado do texto. Pronto [4].



5
A cor escura dos ícones na tira clara facilita enxergá-los através da folha fina da Bíblia, para que você não posicione o desenho no lugar errado. 

[No caso aqui complicou justamente porque usei papel reciclado, ao invés de papel branco.] 

É importante lembrar: 

  • Para cortar os ícones em tamanho pequeno, você pode (deve) usar estilete, porque o corte tem que ser mais preciso. 
  • Quanto mais grosso for o papel dos símbolos, melhor, porque eles vão ficar mais nítidos na marcação; porém, vai dar mais trabalho para cortar. Eu já usei papel de fichas catalográficas e papel cartão.
  • Pense em formas simples e geométricas, justamente porque o corte das figuras é o que dá mais trabalho.
  • No caso de fazer pequenas formas circulares, você pode usar um perfurador para cortar: basta abri-lo embaixo para retirar os pequenos círculos.
[!] Este não é um texto exaustivo. Talvez vocês tenham dúvidas e sugestões, e eu ficarei muito contente de ouvi-las, basta mandar um comentário. Se for necessário, vou continuar atualizando e melhorando a postagem.

Um pedido: Eu estive pesquisando na internet e não achei nada muito útil sobre dicas para marcar a Bíblia. Eu escrevi este texto porque alguns amigos insistiram. E vocês não imaginam o trabalho que deu fazer esta postagem! Então peço, encarecidamente, que se vocês forem repostá-lo ou divulgá-lo nos seus blogs, mencionem a autoria e coloquem um link para a postagem aqui no meu blog. Só assim eu poderei dar respostas  a comentários e melhorar este trabalho. Grato desde já. Que Deus abençoe a todos nós, e nos ajude a ser obreiros aprovados!

"Quanto a você, porém, permaneça nas coisas que aprendeu e das quais tem convicção, pois você sabe de quem o aprendeu. Porque desde criança você conhece as sagradas letras, que são capazes de torná-lo sábio para a salvação mediante a fé em Cristo Jesus. Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra."
– 2 Timóteo 3:14-17, NVI.    

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...