25 de agosto de 2012

A sua mente está sendo controlada?


Embora as seitas sejam diferentes em seus sistemas de crença, todas elas usam as mesmas técnicas de controle mental. O propósito deste artigo é permitir-lhe testar a si mesmo para saber se você é uma vítima dessas conhecidas técnicas de alienação. Nas seguintes questões não tratamos de nenhum grupo religioso específico. Pelo contrário, as informações abaixo foram coletadas visando muitos grupos, todos conhecidos por usar técnicas de controle da mente em seus membros. Deve-se notar, ainda, que essas questões não estão limitadas simplesmente a grupos religiosos. Atualmente existem também muitos grupos políticos, de negócios e seculares, não-religiosos, que empregam técnicas de controle mental em seus participantes.

E então, o que você tem a perder? Quer fazer o teste?

Faça o Teste!

Por favor, responda as seguintes questões com honestidade:

  • Você se sente como se tudo que você faz de bom para o seu grupo, não importa o quanto você se esforce, nunca é o bastante? E como resultado disso, você costuma sentir culpa?
  • O que o motiva? É um genuíno amor por Deus, pelo seu grupo, etc., ou é medo de não atender aos padrões desejados?
  • Questionar o grupo ou os seus líderes é algo desencorajado ou mal visto?
  • O grupo ao qual você pertence acredita que é uma elite, uma organização exclusiva que detém, sozinha, “a verdade” e as respostas para as questões da vida?
  • O seu grupo ridiculariza, ataca ou caçoa de outras igrejas cristãs e de sua interpretação da Bíblia?
  • A leitura de literatura que critica o grupo é desencorajada? Muitas seitas advertirão os seus membros para não ler qualquer coisa que critique o grupo, especialmente se escrita por algum ex-membro (que recebe nomes como "apóstata", “endurecido” ou “do diabo”, etc.). Essa é uma técnica de controle bastante conhecida, que impede o membro de descobrir os erros claros e documentados da seita. Com isso a habilidade dos membros de pensar por si mesmos é totalmente anulada, e eles vão pensar cada vez mais como o restante do grupo.
  • Dê uma olhada na aparência e no modo de agir do grupo. Todos se vestem, agem, e falam, mais ou menos, do mesmo jeito? Certo observador, falando sobre seu particular envolvimento com uma seita, disse que o grupo encorajava os seus membros a "fazer tudo exatamente do mesmo modo - orar do mesmo jeito, parecer igual, falar do mesmo modo. Isso, em psicologia, é um clássico exemplo de conformidade grupal. Seu propósito é garantir que ninguém tente agir de modo diverso ou se torne dissidente, para que ninguém questione o status quo." (Andrew Hart, Jan. de 1999).
  • O grupo desencoraja a associação com não membros (exceto, talvez, se houver a possibilidade de convertê-los ao grupo)?
  • O grupo lhe dá respostas do tipo “preto ou branco”: aquilo com o que o grupo concorda é certo, e aquilo de que o grupo discorda é errado?
  • Todas as pessoas do grupo acreditam exatamente nas mesmas coisas (ou seja, no que os líderes do grupo mandam acreditar)? Não existe espaço para crenças individuais ou opiniões, mesmo em áreas de menos importância?
  • O grupo tem “duas caras”: por um lado, se mostra a possíveis convertidos e ao grande público como um grupo de pessoas que são como uma grande família, cheia de amor e igualdade, mas, na verdade, o grupo tem muitos membros que se sentem intimamente insatisfeitos e emocionalmente esgotados?
  • Você já tentou desativar a sua capacidade, dada por Deus, de pensar criticamente, deixando de lado várias dúvidas sobre o grupo, os ensinamentos dele, etc.?
  • Aqueles do grupo que não se conformam às exigências dos ensinos dele são tratados com suspeição, como se fossem membros de “segunda-classe”?
  • O grupo tende a ocultar certas informações a potenciais convertidos? As doutrinas menos comuns do grupo não são discutidas até que um indivíduo esteja mais profundamente envolvido no movimento?
  • Você sente medo de deixar o grupo? Muitas seitas usam táticas sutis de terror para impedir os seus membros de deixá-las. Por exemplo, o grupo pode dizer que aqueles que desertarem serão atacados pelo Diabo, sofrer um acidente terrível, ou, no mínimo, não vão prosperar, porque eles deixaram “a verdade”.
Se você respondeu SIM à maior parte das questões acima, o grupo em que você está engajado está certamente empregando técnicas de manipulação mental.

Agora que você sabe disso, o que fará?
  1. Você precisa perceber que, qualquer que seja o grupo de que você é parte, ele não tem o monopólio de Deus. Para muitos dos que estão em seitas que utilizam controle mental, deixar o movimento é geralmente considerado o mesmo que deixar o próprio Deus e perder a salvação. Porém, a verdade é que há cristãos em todas as denominações que encontraram a salvação em Cristo apenas, e não na igreja ou no grupo. Muitos que estão presos em um sistema religioso espiritualmente prejudicial sentem como se não tivessem nenhum outro lugar para ir, mesmo se eles realmente conseguirem se desvincular do grupo.

    A resposta se encontra no que Jesus disse no Evangelho de Mateus 11:28: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei."
  2. Você precisa deixar o grupo. Pode ser difícil, mas, se você continuar lá, só será prejudicado: mental e espiritualmente. Você também estará contribuindo com um sistema que, em seu coração, sabe estar errado. Não deixe o orgulho impedi-lo de deixá-lo.
  3. Não pense que você vai ficar sozinho quando decidir sair. Há muitas pessoas que passaram pela mesma situação. Elas vêm de vários grupos religiosos, mas foram todas vítimas da mesma dominação das técnicas de controle mental. Hoje, muitas delas estão vivendo vidas de liberdade, segurança e esperança. Para obter encorajamento, você poderá ler algumas das histórias disponíveis neste e em outros sites ligados a este.

Traduzido por Avelar Jr.
Link da postagem original.

1 de janeiro de 2012

Ano Novo - Uma oração puritana


O seguinte texto me foi repassado pelo irmão Vinicius Rentz por e-mail. Achei a oração tão bela que decidi compartilhá-la com vocês aqui no blog. Que ela seja a nossa petição, e que Deus nos abençoe e nos dê um excelente ano! 

Ó Senhor,
Os dias passados de nada me servem, exceto os que foram passados
na tua presença, em teu serviço, para tua glória.
Que a tua graça me preceda, siga, guie, sustente,
santifique, e auxilie a cada hora,
que em momento algum eu possa me apartar de ti,
mas seja guardado pelo teu Espírito
provendo cada pensamento,
falando em cada palavra,
dirigindo cada passo,
fazendo toda obra prosperar,
edificando cada linha de fé,
e fazendo-me desejoso de
espalhar teu louvor,
testificar teu amor,
levar adiante teu reino.
Lanço meu barco sob as águas desconhecidas deste ano,
tenho tu, ó Pai, como meu porto,
tu, ó Filho, como meu leme,
tu, ó Santo Espírito, enchendo minhas velas.
Guia-me ao céu com meus lombos cingidos,
minha lâmpada acesa,
meu ouvido aberto aos teus chamados,
meu coração cheio de amor,
minh’alma livre.
Dá-me tua graça para minha santificação,
teus confortos para encorajamento,
tua sabedoria para ensino,
tua mão direita pra guia,
teu conselho para instrução,
tua lei para julgamento,
tua presença para equilíbrio.
Que o meu temor seja temor a ti,
e teus triunfos sejam minha alegria.

Tradução: Márcio Santana Sobrinho
Extraído de: The Valley of Vision:
A Collection of Puritan Prayers & Devotions, editado por Arthur Bennett, p.112.

www.monergismo.com - Ao SENHOR pertence a salvação (Jonas 2.9)

9 de dezembro de 2011

Triste Futuro Presente

[ESCLARECIMENTO: O texto abaixo é um desabafo antigo, repescado dos tempos em que eu debatia nas comunidades do Orkut. Naquela vitusta época, eu me encontrava triste porque, sendo cristão, eu deveria ficar calado diante de irmãos extremamente amorosos e gentis, em nada fãs de bandas e de pastores de TV góspeis; irmãos justíssimos e esclarecidos, que estavam acima e além de qualquer comprometimento doutrinário ou idelógico, que apoiavam líderes que obravam coisas, digamos... "exóticas" dizendo estar "pregando o evangelho", diferente do que faziam Jesus, os apóstolos, os missionários e evangelistas de todos os tempos. 

Eu deveria mesmo ficar calado. Exceto se eu quisesse ser censurado pelos digníssimos irmãos que não julgam ninguém (ninguém que seja famoso e que esteja num palco ou num púlpito, enriquecendo em detrimento dos seus apoiadores e pregando coisas que eram agradáveis e vistosas a estes). Porque ver o evangelho sendo vituperado em público por pessoas que fazem parecer a neófitos e ignorantes que Deus quer que saiamos imitando animais quadrúpedes e irracionais, fazendo coisas sem proveito de edificação para o corpo de Cristo, derramando alimentos nas calçadas e sujando ruas de mel e leite seria justamente o que Jesus queria que fizéssemos, não é?

Bom, então, como essas coisas não acontecem mais na igreja de Cristo e, por isso, não nos fazem mais passar vergonha diante do mundo incrédulo, deixo-vos com o desabafo por razões históricas, já que os tempos agora são outros e que essas letras perderam a razão de ser:] 

O mundo gospel merece - com toda certeza - o nosso aplauso de pé, nossa admiração sincera e sublime reverência pela qualidade "animal" com que apresenta o nosso Salvador às pessoas que ainda não o conhecem.

Antes Jesus era nosso pastor e amigo; hoje ele é o nosso escravo, que faz tudo que queremos (Não, não pensem que é exagero meu! Eu já vi em momentos de oração pessoas tratando Deus pior do que se trata um animal, esquecendo-se de quem é o dono de quem).

Antes éramos conhecidos por sermos diferentes do mundo; hoje, nosso impacto é de ser as nulidades a quem os "pastores" enganam e roubam, burras a ponto de defender quem nos extorque e explora, gente sem identidade e relevância, apenas uma cifra nas estatísticas do IBGE que nada representa para a mudança desse país.

Antes artista cristão vivia, mormente, de ofertas voluntárias, servia ao corpo de Cristo, cantando a palavra de Deus, e edificando com seu exemplo simples; hoje, são ricos empresários que criam uma marca, enriquecem com toda uma sofisticada linha de produtos, e constróem um nome em cima de programas de TV e contratos com gravadoras, as quais lhes impõem como devem ser, vestir, fazer e o que falar, tudo sob os ditames do mercado consumidor - são meros apetrechos a serviço de "emprejas" que querem alavancar sua arrecadação de dízimos, inflar seu quadro de membros e fortalecer o impacto de sua marca institucional -- isso quando não são mercenários.

Antes a Bíblia alertava que viria a "apostasia"; hoje isso foi deixado de lado, e temos "profetas" por aí alardeando novidades e que estamos vivendo uma "renovação apostólica", um "avivamento profético", onde o que vemos, na verdade, são pomposos líderes dando à igreja testemunho uns das supostas "autoridades" dos outros, outorgando-se altos títulos, mas sem ter a mínima noção do que seja um rebanho, um ministério e seguir a Cristo, sem conhecer de fato quais são as marcas de um apostolado, de um discipulado, e da grandeza de ser servo de todos, como Cristo nos mostrou em seu ministério terreno.

Antes as ovelhas conheciam o pastor, e este as conhecia todas, existia um relacionamento contínuo  e dedicado, comunhão de vida; hoje, as ovelhas nem sabem quem realmente são seus pastores, que nem sabem quem são suas ovelhas... ou fregueses, contribintes, usuários, fãs, público... Hoje existe a figura do "pastor-conferencista", que peregrina de igreja em igreja, levando pregações e palestras pontuais sobre um tema específico (e, dependendo da figura, sobre coisa alguma), sem  se dedicar ao cuidado de um rebanho específico. Se pastor é quem cuida de um rebanho que lhe foi confiado pelo Senhor, alimentando-o, protegendo-o, investindo sua vida e seu tempo no crescimento e bem-estar dele (sendo este um excelente ministério, conforme as Escrituras), pelo menos no meu entender, pastor-conferencista é apenas "conferencista", não "pastor".

Antes a Bíblia dizia que nos últimos dias os jovens teriam visões e alertava para os falsos mestres que surgiriam de dentro da igreja para devorar o rebanho sem dó; hoje a igreja só lembra da primeira dessas profecias, convenientemente. E o pior é que parece viver muito bem ignorando isso, ignorando tudo. E acolhendo somente o que sustenta a base de sua zona de conforto. Como é ruim ter amnésia e ser cego ao mesmo tempo! 

[Atualizado e modificado na mesma data.]

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