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3 de novembro de 2012

Pedras falando e pedras rolando


"Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome. Nesse tempo muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarão. E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará." 
- Mateus 24:9-12
"Tenho-vos dito estas coisas para que vos não escandalizeis. Expulsar-vos-ão das sinagogas; vem mesmo a hora em que qualquer que vos matar cuidará fazer um serviço a Deus. E isto vos farão, porque não conheceram ao Pai nem a mim. Mas tenho-vos dito isto, a fim de que, quando chegar aquela hora, vos lembreis de que já vo-lo tinha dito. E eu não vos disse isto desde o princípio, porque estava convosco."  
- João 16:1-4
"E disseram-lhe [a Jesus] de entre a multidão alguns dos fariseus: Mestre, repreende os teus discípulos. E, respondendo ele, disse-lhes: Digo-vos que, se estes se calarem, as próprias pedras clamarão."
- Lucas 19:39-40 


Os brasileiros estão cultivando o evangelho que merecem. Por isso não vemos conversões legítimas e impactantes proporcionais à taxa de crescimento dos evangélicos. Quando os ateus nos criticam dizendo que se tivermos um governo evangélico teremos uma ditadura sem liberdades, eu devo concordar. Nosso problema é tão sério que até as pedras estão clamando; porque, quando os de dentro falam, logo o povo gado evangélico os trata da mesma forma que o povo de Israel, distante de Deus, tratava seus profetas: pedradas, ofensas, ameaças e [só falta isto:] morte. E isto não me surpreende nem um pouco, pois quem segue a Cristo deve saber que estar aqui por Jesus é estar aqui para isso.

22 de setembro de 2012

Por que o frango atravessou a rua? (2) Pessoas religiosas e famosas; ideologias e políticos.

-- Esta é a segunda parte de uma coletânea que criei, há alguns anos, num tópico de respostas criativas para a pergunta "por que o frango atravessou a rua?", de uma comunidade do Orkut. Não atualizei todas, portanto algumas respostas podem estar defasadas para o contexto presente, o que pode prejudicar o entendimento (e a graça de alguma piada implícita). Não levem a sério; isto é para diversão, não é para ofender ninguém.

Padre Zezinho:

O frango não troca sua fé por outra fé, e por isso cantava: 
"que a ninhada comece e termine sabendo aonde vai / e que o frango carregue no bico o sorriso de um pai / que a franga dê um monte de ovo, ciscada e calor / e que os pintos só cruzem a rua em nome do amor."

Inri Cristo:

(Sobe num pedestal quadrado azul enquanto é glorificado pelas torcedoras do Grêmio, que o seguem): "Ar Ghalinha foi atRravessar a roa para cuidar do poleiro do (quase tossindo) "Mheu Pai". Mas eu não toquei no Ghalinha por que se não ela poderia ser abençoado (olha para cima, com os olhos emocionados e as mãos levantadas em gratidão). Mas eu estar aqui do outro lado da rua para assistir ao fim do galinheiro. 

Papa:

Para assistir à Missa do Galo.

Romeiros do Juazeiro:

Mamãe me dizia que Padim Ciço já dizia, naqueles tempo, que ia chegá uns dia que nós fechasse as porta porque os frango ia ficá doido e começá a atravessá as rua oferecendo um terço de ouro nas casa, mas besta quem fosse aceitá os terço dos frango.

Neuza Itioka:

Ele estava ungindo a rua, demarcando galinheiros para o Senhor.

Marcos Feliciano

Foi copiar minha escova progressiva no meu cabeleireiro.

Ana Paula Valadão:

Ele vai pôr um ovo, representando profeticamente a restauração do Brasil, esta nação escolhida por Deus. Rooooooooooooooooou! Ele vai derramar azeite, leite, mel, 
azeite, leite, mel, 
azeite, leite, mel, 
azeite, leite, e meeeeeeEEEEEEEEEeeeeeEEEEEEEEeeeeeel; e fechar todos os bordéis, acabar com a prostituição, ser um canal de bênçãooooooooooooos; ele vai nadaaaaaaaaar, flutuaaaaaaaaaaaaar, fluiIIIIiiiiiiiiIIIIIIiiiiiir e gritaaaaAAAAAAAaaaar que o Brasil é do Senhor! Rooooooooooooooooooooooooooooooooou.


Ideologias


Frango Ambiental:

Para protestar contra o aquecimento global.

Frango LGBT:

Ele não atravessou: chamou peruas, patas e a galinhada toda, e organizaram uma parada gigantesca, que passou pelo centro da cidade, trazendo luzes, plumas, purpurina, músicas e todas as cores do arco-íris, além de galos com peitorais e abdômens bem definidos que rebolavam ao som de "Dancing Chicken". No frigir dos ovos, a festa foi uma loucura, um arraso, e teve cobertura da mídia, que, contagiada por tanta alegria, começou a soltar a franga sem preconceitos, vestida com penas altamente fashions.

Lula:

Para partifipar dos meus pograma fociais, espefialmente o Fome Zero; porque ele dormirá seliz se cada galinheiro tifer três porfões de ração por dia.

Bush:
- That chicken will never scape the justice of this nation! He won't keep hiding massive-destriction eggs.
Cock bless America!

Tony Blair depois de Bush:

- Amen!

Dilma:

A franga, no que se refere à estrada, atravessou a rua; e no que se refere à calçada, foi para chegar do outro lado.

Governo Federal:

Ele foi distribuir preservativos e cartilhas que ensinam a botar ovos para os pintinhos da escola.

Remédios constitucionais:

Para impetrar um Habeas Corpus liberatório com o escopo de soltar a franga.

15 de setembro de 2012

Por que o frango atravessou a rua? Respostas religiosas.


-- Esta é a primeira parte de uma coletânea que criei, há alguns anos, num tópico de respostas criativas para a pergunta "por que o frango atravessou a rua?",  de uma comunidade do Orkut. Não atualizei todas, portanto algumas respostas podem estar defasadas para o contexto presente, o que pode prejudicar o entendimento (e a graça de alguma piada implícita). Não levem a sério; isto é para diversão, não é para ofender ninguém. 

Frango budista:

Para cruzar a estrada das oito virtudes rumo ao Galivana:
Bico perfeito;
ovo perfeito;
cacarejar perfeito;
canto de galo perfeito;
ciscada perfeita;
vôo perfeito;
pluma perfeita;
milho perfeito;

Galo hindu:

Não existe galo, não existe estrada; não existe omelete; não existe ovo. Tudo é uma só realidade, ou melhor, aparência de realidade, uma ilusão aos nossos sentidos; Todos somos uma só realidade implume.

Galo kardecista:

Está apenas seguindo as instruções das galinhas de luz que já passaram para a outra calçada, porque sem caridade não há salvação.

Frango carola antigo:

Eu nasci nessa rua, minha mãe me chocou e me criou nessa rua desde pequena, e eu vou morrer nessa rua. Não troco minha rua por outra rua.

Galo xintoísta:

O honorável frango atravessou a rua para prestar respeito aos seus ancestrais, participando da cerimônia do caldo de ovo.

Galo evangélico brasileiro:

Não atravessa a rua; ele fica rodando, ciscando, fazendo marchas, cantando Diante do Poleiro, Arrebatados Remix, assistindo a Conexão Gospel, ao especial Promessas e ainda é ungido com azeite de dendê!

Galo ateu:

Não existe o outro lado da rua, portanto é uma atitude totalmente inútil.

Galo pluralista/ecumênico:

Foi estabelecer um diálogo intergalinhoso, porque acredita que todas as calçadas levam ao único Criador de galinhas.

Galo adventista do sétimo dia:

Atravessou a rua porque não era sábado.

Frango xiita:

Era um frango-bomba, na certa ia explodir um galinheiro de galinhas judias e morrer pela causa da submissão galinácea.

Galinha-satã:

Anda ao derredor procurando um frango a quem devorar.

Galinha batista regular:

Para fugir de uma igreja onde tocam bateria, baixo e guitarra distorcida; dependendo da igreja dela, quem sabe, ele fugia dos corinhos, das palmas, da coreografia...

Frango da Renascer:

Foi preso do outro lado da rua com ovos dentro da Bíblia e gritando "Espada pelo frango, espada pela estrada e espada pelas calçadas até morrer!"

Frango testemunha-de-Jeová:

Para cumprir o serviço do galinheiro do reino, tem outras portas de galinheiro para bater do outro lado da rua. Ele aguarda o estabelecimento de um galinheiro paradisíaco, com muito milho e frangas sorrindo.

Galo Universal:

Ele estava cansado de sofrer, já tinha procurado todo tipo de galinheiro, e diziam que o ovo não saía porque era uma provação. Ele cruzou a rua porque aceitou o desafio e veio para a sessão de des-ovo, agora a vida dele mudou e ele foi liberto.

27 de outubro de 2011

Sorriso amarelo


"Tendo, pois, tal esperança, usamos de muita ousadia no falar." - 2 Coríntios 3:12

Às vezes falamos do céu e de Jesus para nossos amigos, familiares ou estranhos como se fossem algo excelente. De fato são, claro. Mas se somos questionados sobre se toparíamos partir desta vida e estar lá agora mesmo, titubeamos e até dizemos - depois de um sorriso amarelo por não termos sido categóricos - que sim. Alguns de nós ainda somos capazes de argumentar sobre por que ainda temos de permanecer por aqui mais um pouquinho, para justificar nossa hesitação.

Com tamanha convicção para falar com os outros sobre nossa esperança, não admira que muitos por aí nem queiram mesmo pensar no céu como algo que se deva desejar urgentemente, nem com um relacionamento eterno com Deus como algo que se deva buscar agora. Será que não imprimimos nos outros a sensação de que isso é assunto para leito de morte ou pessoas muito idosas?

No fundo, muitas vezes julgamos nossa vida e as coisas que temos neste mundo como mais importantes que nossa pátria celestial e que a vontade de nosso Senhor, mesmo que não queiramos assumir. Somos craques em mentir para nós mesmos, para que não nos convençamos que não somos tão espirituais quanto deveríamos ser. Então não devemos nos espantar de que as pessoas ao nosso redor pensem da mesma forma que vivemos diante delas: que falar do céu é como falar do nosso caixão... provavelmente quem vai escolhê-lo são os outros, porque já teremos "batido as botas"; ou... não devemos dar tanta atenção a isto, já que vai acontecer daqui há um "zilhão" de anos, e nós ainda não estamos velhos.

Os melhores vendedores que conheço apesentam muito bem seus produtos e a si mesmos, acreditam na sua empresa e nos produtos que recomendam, os quais, obviamente, utilizam, e zelam pela própria credibilidade e pelo seu encargo. Ou fingem descaradamente. Como esta última não é uma opção para cristãos, creio que fazemos todo o bem em anunciar as boas novas com entusiasmo, convicção, sinceridade, preparo e zelo, da mesma forma como devemos vivenciá-lo em nosso dia a dia.

Como conseguiremos conquistar as pessoas para Cristo e levá-las a reconhecer que, de fato, temos algo tão bom para oferecer-lhes, se não parecemos ter nossa vida alicerçada na esperança do evangelho como se ele fosse o nosso próprio alimento ou o coração que impulsiona os nossos corpos? 


"Vocês ressuscitaram com Cristo, procurem as coisas que são do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus. Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e não nas coisas terrenas. Pois vocês morreram, e agora a sua vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a sua vida, for manifestado, então vocês também serão manifestados com ele em glória." - Colossenses 3:1-4

13 de setembro de 2011

Como Evangelizar Evangélicos

Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres?’ Então eu lhes direi claramente: Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal!  - Mateus 7.22-23

O meio evangélico é um dos campos missionários mais vastos do nosso país. Alguém duvida? Então fique atento ao modo de pensar e viver dos milhões de “crentes” que andam por aí e ficará surpreso. A maior parte dessa gente não demonstra nenhuma transformação de caráter, nenhuma alteração em seus valores, nenhum compromisso com a santificação e nenhum grau de discernimento espiritual. Parece que a estratégia principal do diabo para destruir a obra de Deus nas últimas décadas deixou de ser debilitar igrejas verdadeiras com os atrativos da apostasia. Agora, ele cria igrejas falsas compostas por cadáveres espirituais apodrecidos com o objetivo de emporcalhar o santo nome de cristão diante do mundo.

Esse método tem dado certo. Com efeito, não é difícil encontrar “crentes” de todos os tipos. Há evangélicos que formam blocos de carnaval e mulheres “cristãs” que falam e se comportam como prostitutas desavergonhadas. Há ainda “pastores” gays casados entre si e missionários e evangelistas hábeis na “arte” do estelionato, além de uma massa enorme de gente de péssima qualidade moral que, às vezes, sai em passeata pela rua gritando o nome de Jesus com a mesma boca com que fala palavrões.

Isso mostra que, de fato, o meio evangélico é um vasto campo missionário. Crentes de verdade, pessoas que conheceram o real poder do evangelho de Cristo, devem testemunhar a esse povo acerca da graça salvadora de Deus, evitando acreditar na piada de que eles são irmãos na fé que precisam apenas de algumas correções. Não. O problema básico da maioria dos neo-evangélicos não é falta de doutrina, mas sim falta de novo nascimento, sendo dever do cristão genuíno apresentar-lhes o evangelho da cruz.

Como isso pode ser feito de forma inteligente, sem deixar que a discussão se perca em meio a opiniões religiosas sem importância? Bom, não acredito em métodos infalíveis do tipo “Doze passos para ganhar um evangélico para Cristo”. Como pastor reformado, penso que só o convencimento do Espírito Santo pode conduzir alguém aos pés da cruz. Creio, contudo, que no trato com crentes falsos, o mensageiro do Senhor pode evitar perder tempo com tolices se agir da forma descrita a seguir.

Primeiro, pergunte se o “irmão” é crente. Não se assuste. A reação dele vai ser mais ou menos assim: “É claro que sou! Eu já não lhe falei que faço parte da Comunidade Evangélica Fogo da Sarça – Sede Mundial?” É nesse ponto que você vai fazer a pergunta fatal. Diga-lhe mais ou menos o seguinte: “Ah, é verdade! Você havia dito... E como foi sua conversão?” Pronto. É aqui que tudo desaba. O neo-evangélico não sabe o que é conversão. Ele vai ficar confuso, vai perguntar o que você quis dizer com essa pergunta, vai contar como foi batizado, como Jesus curou a dor que ele tinha no braço, como o pastor profetizou que ele ia achar emprego, enfim, vai dizer uma tonelada de sandices.

Então você deverá responder: “Amigo, eu tenho certeza de que todos esses episódios foram importantes para você, mas eu perguntei outra coisa. Eu perguntei quando foi que você, após ouvir ou ler a Palavra de Deus, descobriu apavorado que era um pecador perdido, separado da glória de Deus e caminhando para a perdição eterna; quando foi que, ouvindo o Evangelho, você aprendeu que Cristo veio a este mundo como substituto perfeito, a fim de sofrer a punição pelo nosso pecado; quando você entendeu o sentido de sua morte e ressurreição e quando, enfim, com essas informações em mente, você se lançou humilhado aos pés da cruz, dizendo: “Senhor, concede-me os benefícios da tua obra redentora. Lava-me, purifica-me, perdoa-me, salva-me. Eu te recebo, pela fé, como Deus e Salvador.’ Quando foi que isso aconteceu em sua vida?”

Não estranhe. O “irmão” vai olhar para você como se estivesse diante de um ET falando mandarim. Tenha, então, compaixão dele e, pacientemente, passe a explicar-lhe todas as coisas que disse.

Bom, espero que essas “dicas” ajudem. Ainda mais considerando que temos evangélicos incrédulos por toda parte, “revelando” que há muito trabalho a fazer. Realmente temos de aceitar esse fato: o nosso quintal também está branco para a ceifa.

Soli Deo gloria!

Por: Pr. Marcos Granconato

21 de abril de 2011

O Evangelho em 3 Minutos - A Páscoa

Espero que você não esteja aí achando que a Páscoa tem tudo a ver com chocolate, ovo, coelho e comer peixe. A Páscoa não é nada disso. Veja uma meditação bastante interessante sobre a origem e o significado desta celebração para judeus e cristãos. 

O conteúdo do vídeo está transcrito abaixo.



Leitura: Mateus 26:17-30


Era o primeiro dia da Festa dos pães sem fermento, que fazia parte das comemorações da Páscoa dos judeus. A Páscoa foi a celebração instituída por Deus antes da última das dez pragas que caíram sobre o Egito por faraó ter se recusado a libertar os israelitas da escravidão.

Naquela ocasião cada família sacrificou um cordeiro e passou o seu sangue no batente da porta. Enquanto os israelitas comiam o cordeiro assado dentro da casa, o anjo do Senhor passou sobre o Egito trazendo consigo o último dos dez juízos de Deus contra o Egito, a morte dos primogênitos. As casas cujas portas estavam assinaladas com sangue foram poupadas. O sangue indicava que ali um cordeiro já tinha morrido no lugar do primogênito. A palavra "páscoa" significa "passar por cima".

Li uma história da 2ª Guerra Mundial que falava de uma aldeia na Europa que foi invadida por um grupo de soldados dispostos a eliminar seus moradores. A missão de cada soldado era entrar nas casas, matar todos e, na saída, deixar na porta uma marca com o sangue das vítimas, para que os outros soldados não perdesse seu tempo entrando ali.

Um morador percebeu o estratagema, correu para sua casa, matou um animal e fez o sinal de sangue na porta. Ele e sua família foram poupados. Hoje, quando Deus olha para humanidade, vê duas classes de pessoas: os pecadores salvos, que foram assinalados pelo sangue do Cordeiro de Deus quando creram em Jesus, e aqueles que ainda estão sujeitas ao juízo reservado aos pecadores que não foram salvos.

Muitas coisas que você lê no Antigo Testamento são símbolos de Cristo, e a Páscoa é uma delas. O derradeiro Cordeiro de Deus já foi morto no lugar do pecador, e o seu sangue está agora disponível para assinalar todo aquele que decidir crer em Jesus. Os israelitas naquela noite fatídica no Egito só tinham uma forma de se proteger do juízo de Deus: o sangue de um cordeiro. Você hoje só tem um meio de escapar do juízo eterno: o sangue do Cordeiro.

Portanto, qualquer mensagem chamada de "evangelho" que não fale do sangue de Jesus, o Cordeiro de Deus, como único meio de salvação, não é o evangelho que você encontra na Bíblia. Qualquer mensagem que fale de salvação baseada em boas obras exclui o sangue do Cordeiro. A carta aos Hebreus diz que "sem derramamento de sangue não há remissão [retirada] de pecados".

Naquela noite todas as famílias no Egito perderam seus primogênitos, exceto aquelas identificadas pelo sangue do cordeiro. Deus havia prometido que, quando visse o sangue, passaria por cima daquela casa. E em você, o que Deus vê? Seus pecados ou o sangue de Jesus, o Cordeiro de Deus?



28 de dezembro de 2010

Olhando pra trás. Olhando pra frente.

Olhar pra trás por cima do ombro, sem alterar sua tragetória enquanto pedala, é uma arte que eu já não dominava mais. Imprescindível para quem quer se aventurar no trânsito. Embora deverei sofrer menos assim que instalar um espelho retrovisor do lado esquerdo, conforme a lei (em teoria) obriga todo ciclista a usar.


Esta habilidade em olhar tudo à sua volta enquando pedala, além de proporcionar segurança, faz dos trajetos algo mais divertido e interativo. Ontem mesmo experimentei dois momentos interessantes. O primeiro foi cruzar com outra pessoa usando capacete. E esta pessoa sorriu, como se dissesse algo do tipo “ei! você não é o único alienígena nesta cidade!”. Num segundo momento encontrei uma garota empurrando a magrela na subida mais desgraçada do meu trajeto diário. Ela estava com aquela cara de “comecei a pedalar hoje”. Infelizmente não foi possível parar e conversar. Mas quem sabe numa próxima oportunidade.

Uma vez na TV vi um sociólogo falando sobre a pós-modernidade. Não me lembro seu nome. Mas em sua análise ele dizia que:

“Apenas os artistas e os loucos são contemporâneos de si mesmos. Todas as outras pessoas ou vivem do saudodismo do passado, ou com a ansiedade do futuro.”

Então tenho meditado sobre a necessidade de, olhando por cima do ombro, devo sim contemplar o passado, mas sem jamais me desviar um mísero centímetro de minha tragetória. E pelo caminho proposto, não devo perder a sensibilidade para enxergar as pessoas. A intensidade da vida é sentida no HOJE e, ansiedade pelo futuro nos faz esquecer disto.

O que Deus tem pra hoje, deve ser vivido hoje. O que vivemos no passado trouxe experiência, mas isto não pode ser transformado em bagagem eterna. O que sentimos e sofremos é o que nos trouxe até aqui. Então, tudo deu certo. De uma forma ou de outra.

Em 1 Coríntios 1:18 está escrito que “a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus”. E isto faz todo sentido pra mim. Quero viver a loucura do evangelho para, mediante uma espiritualidade viva e vibrante, me tornar um contemporâneo de mim mesmo. E de lambuja animar outros a fazerem o mesmo.

Por Ariovaldo
Publicado em seu blog, que recomendo muito visitá-lo porque considero excelente!

17 de outubro de 2010

Como alguns evangélicos enxergam a Bíblia...

Estava vendo mais uma daquelas infindáveis discussões sobre programas de TV em que alguém demoniza qualquer programa que não seja "gospel", achando-se, por isso, mais santo que os outros, que estariam sob "influência satânica" por gostarem de ver uma comédia decente (você já deve ter visto debates assim com o assunto música). Todavia, a Bíblia é clara quanto à necessidade de saber discernir cada coisa e escolher bem.

"Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma." 1 Coríntios 10.23

Tem uma passagem na Bíblia que diz:

"Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco." Filipenses 4:8,9

Alguns evangélicos (outros religiosos também, mas não neguemos nossa "pole position" nisso!), entretanto, no afã por viver uma santidade artificialmente projetada, limitada aos ensinos de seu gueto ou mesmo às suas próprias opiniões, alheios a qualquer forma de arte, pensamento ou obra por melhor que seja, talvez enxerguem a mesma passagem como proibitiva de toda e qualquer influência externa, mais ou menos assim:

"Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é GOSPEL, tudo o que é GOSPEL, tudo o que é GOSPEL, tudo o que é GOSPEL, tudo o que é GOSPEL, tudo o que é GOSPEL, se há alguma GOSPELEZA, e se há algo de GOSPEL, nisso pensai." Ungidenses 4:8

Parece que fora da vida na bolha gospel não há salvação.

Eu me pergunto se esse povo estuda matérias não religiosas, conversa com outras pessoas sobre assuntos normais da vida, lê livros não espirituais, revistas, partituras, rótulos de produtos, bulas de remédios, blogs e jornais, consulta calendários e dicionários, entra em lugares que não sejam templos, toma refrigerante, confecciona listas de compra, canta "Parabéns a Você" em festas de aniversário e joga UNO... (Mas eu não me pergunto se entra no Orkut porque eu já vejo: o Orkut é de Deus, principalmente se for para espalhar boatos contra candidatos a cargos políticos.)

Esse pensamento exclusivista de que tudo que não é "gospel" é mau representa um injusto e leviano julgamento do que é alheio, considerando-o automaticamente nocivo e sem proveito, e isentando-nos da necessidade de sermos criteriosos e maduros, sabendo avaliar todas as coisas e reter o que é bom ao mesmo tempo que influenciamos para que as coisas glorifiquem a Deus e tornem o mundo melhor do que o encontramos.

É como se simplesmente ter prazer em coisas "não-gospel" fosse demoníaco, pecaminoso, não edificante e rendesse milhas aéreas para uma passagem compulsória de primeira classe para o inferno. E como se alguma coisa tivesse que ser chata ou pelo menos não divertida - e ainda por cima "gospel" - para ser automaticamente boa e edificante...
(veja Romanos 14.1-17)


[atualizado dia 17 de outubro de 2010]

30 de maio de 2010

E a distância da verdade vos manterá confortáveis


"A questão é simples. A Bíblia é muito fácil de entender. Mas nós, cristãos, somos um bando de vigaristas trapaceiros. Fingimos que não somos capazes de entendê-la porque sabemos muito bem que no minuto em que compreendemos estaremos obrigados a agir em conformidade.

"Tome qualquer palavra do Novo Testamento e esqueça tudo a não ser o seu comprometimento de agir em conformidade com ela. ‘Meu Deus’, dirá você, ’se eu fizer isso minha vida estará arruinada. Como vou progredir na vida?’. Aqui jaz o verdadeiro lugar da erudição cristã.

"A erudição cristã é a prodigiosa invenção da igreja para defender-se da Bíblia; para assegurar que continuemos sendo bons cristãos sem que a Bíblia chegue perto demais.

"Ah, erudição sem preço! O que seria de nós sem você? Terrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo. De fato, já é coisa terrível estar sozinho com o Novo Testamento."

Por Soren Kierkegaard
Publicado originalmente no Genizah, sob o Título "A verdade escondida, nossa grande trapaça".

8 de maio de 2010

Se Judas era filho da perdição...

Há alguns dias, reproduzi aqui no Não, Obrigado! uma charge simples porém muito engraçada de Izidro, do blog Karapuça. A ideia dele foi simples e criativa: uma barraquinha onde Judas venderia beijos por trinta moedas. Izidro estampou do lado dela "Negócios que nunca dariam certo". 

Mas, pensando melhor, eu creio que o negócio daria certo, sim. Os herdeiros de Judas já têm até negócios midiáticos nos quais beijam o ego das pessoas, tratando-as com falsidade e mentiras para extrair delas sete reais, trezentos reais, novecentos reais, mil reais ou mais. E não se importando se a pessoa tem emprego ou vive de favor, ou mesmo se a pessoa vive em estado de penúria completa, necessitando da compaixão alheia.

Tais obreiros de si mesmos, em alguns aspectos, são piores que o próprio Judas Iscariotes. Porque a Bíblia afirma que este ficava com o dinheiro que já havia na bolsa das ofertas ao ministério de Jesus (João 12.4-6); não consta, também, que ele fazia falsas promessas ao povo ou vendia amuletos toscos utilizando-se do nome de Deus, mas que pregava o evangelho e fazia milagres de verdade, sem cobrar por isso, apesar de tudo (Mateus 10.1; Marcos 6.6, 12-13; Lucas 9.1-2); e Judas só leva, basicamente, a culpa do sangue de uma Pessoa - e esta não se perdeu!

E se Judas foi chamado de "filho da perdição"... (João 17.12). 

28 de janeiro de 2010

Louvorcídio



Tente imaginar um grupo de pessoas com vozes e técnica de canto belíssimas e harmoniosas, que cantam músicas que falam do amor de Deus por nós, da mansidão de Jesus Cristo, da maravilha da criação etc., todavia com expressões que parecem refletir a chateação com o valor da conta de luz, a preocupação com a mensalidade atrasada da escola, o incômodo com o sapato apertando, o tédio de um programa de índio, a indignação com a impunidade e corrupção do país, o pavor de quem está se escondendo atrás de uma lata de lixo, testemunhando o assassinato de um indefeso a pauladas e machadadas por um grupo de marginais, ou, ainda, o desespero desta vítima que luta para não morrer.



Acredite, eu já vi coral louvando assim. Quase corri para socorrê-lo, mas tive medo de ser assassinado junto com a música que eles estavam matando por acidente. 




Estou escrevendo isto porque não tenho condições de mandar instalar espelhos para que os corais eclesiásticos possam se ver cantando. Acho que prestar atenção nas letras que estão cantando poderá ajudá-los.


Medo.

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